Há alguns anos – de 1984 a 1985 – li a obra de J. R. R. Tolkien (1892-1973). Na época não havia edição recente, por isso li em disputados exemplares de biblioteca, nas primeiras edições para Portugal. Isso tornou minha leitura um pouco mais difícil. Como se pode notar, foi bem antes do trabalho de Tolkien virar modismo entre nossos filhos e ter culminado com uma grande popularização, através de superproduções cinematográficas e jogos de RPG. Pode-se observar também que houve um período de maturação do trabalho antes que fosse popularizado.
Por outro lado, há outro trabalho que também gostaria de citar. Li toda a sequência com a mesma avidez com que li a de Tolkien. Trata-se da série Duna, de Frank Patrick Herbert (1920-1986), ficção científica que, se fosse lançada em nossos dias, ainda assim poder-se-ia considerar de vanguarda e futurista. Este trabalho também teve passagem pelo cinema e em séries de TV. No entanto, o período de “maturação” não teria sido suficiente e os resultados cinematográficos acabaram não agradando tanto o público quanto os de Tolkien. Sem contar que os efeitos cinematográficos evoluíram sobremaneira nos últimos anos.
Então espero que a obra de Herbert continue seu processo de maturação, que faça sucesso ao menos entre os nossos netos, que floresça e que dê novos frutos quando tiver chegado o momento.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Alfabeto
Alfa, Beta,...
O arquivo não tem mais gerente. Agora é apenas um conjunto de armários de aço em sequência, com pastas de processos, clientes e instruções de serviços.
Hora de procurar um dossiê: Maria Aparecida Pimenta da Silva. Cronometrando!
Letra M. Cadê o armário da letra M? Vamos ver: Maria. Começam as sugestões:
- O nome está abreviado?
- Veja se não está na pasta do marido dela!
Meia hora se passou e nada.
- Vai ver que está nas pendências! – alguém fala.
Um cliente observa e constata a dificuldade dos funcionários na manutenção e manuseio dos arquivos pela dependência. Na manhã seguinte traz um banner com o alfabeto completo, em letras bem grandes, e, com jeitinho, sugere ao atendente que fixe na parede:
A, B, C, D... X, Y, Z.
Era uma boa idéia. Por que não fixar?
À tarde, em retorno de uma visita, aparece o Administrador da dependência e observa o banner alfabético, que puxou e rasgou furioso:
- Por que alguém colocaria o alfabeto na parede?
Pouco depois, lá vem ele novamente, procurando um dossiê. Após muita busca, encontrou-o fora da ordem correta. Então não teve dúvida. Chamou o estagiário (justo ele, coitado!) e ordenou:
- Prepare um banner com o alfabeto e coloque-o naquela parede...
- Alfaoquê?
- ...
O arquivo não tem mais gerente. Agora é apenas um conjunto de armários de aço em sequência, com pastas de processos, clientes e instruções de serviços.
Hora de procurar um dossiê: Maria Aparecida Pimenta da Silva. Cronometrando!
Letra M. Cadê o armário da letra M? Vamos ver: Maria. Começam as sugestões:
- O nome está abreviado?
- Veja se não está na pasta do marido dela!
Meia hora se passou e nada.
- Vai ver que está nas pendências! – alguém fala.
Um cliente observa e constata a dificuldade dos funcionários na manutenção e manuseio dos arquivos pela dependência. Na manhã seguinte traz um banner com o alfabeto completo, em letras bem grandes, e, com jeitinho, sugere ao atendente que fixe na parede:
A, B, C, D... X, Y, Z.
Era uma boa idéia. Por que não fixar?
À tarde, em retorno de uma visita, aparece o Administrador da dependência e observa o banner alfabético, que puxou e rasgou furioso:
- Por que alguém colocaria o alfabeto na parede?
Pouco depois, lá vem ele novamente, procurando um dossiê. Após muita busca, encontrou-o fora da ordem correta. Então não teve dúvida. Chamou o estagiário (justo ele, coitado!) e ordenou:
- Prepare um banner com o alfabeto e coloque-o naquela parede...
- Alfaoquê?
- ...
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
O Primeiro Dia
O primeiro dia! - 01/02/2011
Movimento diferenciado no dia anterior. Dia de união. Foco no dia “D”, e na hora “H”. Tudo pronto, material adquirido e revisado diversas vezes. Não falta nada. É tudo torcida para o dia seguinte. Como será o primeiro dia?
E chega a hora. Filmes e fotos registram a partida. Muita emoção no ar. Todos pensando:
“-Qual será a reação? Será que vai chorar? Será que vai querer ficar lá? É tudo novidade!”
Ao toque da campainha, espera ansiosa. Daí vem a Carol. Rituais de despedida, de boas vindas, meu beijinho, seu beijinho e a expectativa geral:
“ – Vamos ver o que ele vai fazer...”
Ele simplesmente foi. Entrou como se já conhecesse todo mundo. Puxando sua mochilinha de lanches e a bolsa com os equipamentos. Ia para a primeira aula da sua vida e nem olhou para trás!
Retornamos. O pai, perplexo e com os olhos mareando:
“ – Ele nem me falou tchau!... ”
A mãe, toda orgulhosa. E os avós, experientes, só trocando olhares.
Combinamos retorno às 10 horas para o primeiro dia. Se ele quis voltar? Claro que não: Ficou até o fim da aula!
Movimento diferenciado no dia anterior. Dia de união. Foco no dia “D”, e na hora “H”. Tudo pronto, material adquirido e revisado diversas vezes. Não falta nada. É tudo torcida para o dia seguinte. Como será o primeiro dia?
E chega a hora. Filmes e fotos registram a partida. Muita emoção no ar. Todos pensando:
“-Qual será a reação? Será que vai chorar? Será que vai querer ficar lá? É tudo novidade!”
Ao toque da campainha, espera ansiosa. Daí vem a Carol. Rituais de despedida, de boas vindas, meu beijinho, seu beijinho e a expectativa geral:
“ – Vamos ver o que ele vai fazer...”
Ele simplesmente foi. Entrou como se já conhecesse todo mundo. Puxando sua mochilinha de lanches e a bolsa com os equipamentos. Ia para a primeira aula da sua vida e nem olhou para trás!
Retornamos. O pai, perplexo e com os olhos mareando:
“ – Ele nem me falou tchau!... ”
A mãe, toda orgulhosa. E os avós, experientes, só trocando olhares.
Combinamos retorno às 10 horas para o primeiro dia. Se ele quis voltar? Claro que não: Ficou até o fim da aula!
Referência em Recuperação
Embora mais de longe, ainda tenho acompanhado o que é divulgado pelos meios de comunicação sobre acessibilidade em geral e sobre o CRR (Centro de Referência em Recuperação) daqui de Campinas-SP.
Alguns meses atrás registrei uma ocorrência no serviço de atendimento da Prefeitura Municipal, onde relatei experiências vividas no âmbito do CRR. Acompanhei o andamento da ocorrência até quando o assunto foi encaminhado à Secretaria competente, mas confesso que não retornei ao local para conferir os resultados obtidos.
Hoje, ao consultar registros do CRR no site da Prefeitura Municipal, surpreendi-me ao encontrar um vídeo de pouco menos de 15 minutos sobre os trabalhos que são realizados pelo CRR, seu pessoal – por sinal muito competente na sua área – e usuários do Centro.
Se você se interessa pelo assunto, vale a pena dar uma olhadinha. Aí vai o link:
http://www.youtube.com/watch?v=HposgphKHyc&feature=player_embedded
Parabéns aos envolvidos pelo belo trabalho!
Alguns meses atrás registrei uma ocorrência no serviço de atendimento da Prefeitura Municipal, onde relatei experiências vividas no âmbito do CRR. Acompanhei o andamento da ocorrência até quando o assunto foi encaminhado à Secretaria competente, mas confesso que não retornei ao local para conferir os resultados obtidos.
Hoje, ao consultar registros do CRR no site da Prefeitura Municipal, surpreendi-me ao encontrar um vídeo de pouco menos de 15 minutos sobre os trabalhos que são realizados pelo CRR, seu pessoal – por sinal muito competente na sua área – e usuários do Centro.
Se você se interessa pelo assunto, vale a pena dar uma olhadinha. Aí vai o link:
http://www.youtube.com/watch?v=HposgphKHyc&feature=player_embedded
Parabéns aos envolvidos pelo belo trabalho!
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Dominar o mundo?
Hoje passou na tv a cabo o filme ”Controle Absoluto” (Eagle eye – Dream Works Pictures – co-produzido por Steven Spielberg em 2008 e dirigido por Daniel John Caruso – D.J.Caruso.) Numa das falas, a máquina diz: “- Estamos em toda parte...”
Por associação de idéias, lembrei-me de “1984”, livro escrito por George Orwell em 1948. No livro, Orwell imagina uma sociedade futurista com controle centralizado, na qual o “Big brother is watching you” (O grande irmão está te observando).
Outra associação de idéias me levou à ”Revolução dos Bichos” (Animal Farm – George Orwell, 1945), em que o mesmo Orwell relata a história de uma revolução de bichos contra os humanos, liderada por um porco...
Em 1938, Orson Welles provocou uma confusão muito grande quando divulgou pela rádio CBS, em tom alarmista, a informação que a Terra estava sendo invadida por seres de outro planeta. Tratava-se de um dia das bruxas e Welles resolveu dramatizar, durante seu programa de rádio, uma adaptação da história de ficção científica “A Guerra dos Mundos” (The War of the Worlds, 1898, de Herbert George Wells).
Ainda sobre alarmismo, lembro-me que certo dia na minha infância, os meninos da minha rua ficaram preocupados com a notícia, saída não sei de onde, de que “O mundo vai acabar amanhã!”. Que coisa, hein! E ainda estamos aqui!
Lembro-me também do filme “Inimigo Meu” (Enemy Mine – EUA, 1985 – direção de Wolfgang Petersen). Aqui a história é sobre uma guerra futurista onde o vencedor dominaria os planetas Terra e Dracon.
E alguém se lembra da série em que dois camundongos de laboratório têm uma vida noturna mais animada do que suas labutas rotineiras pelas tardes e manhãs, e onde o objetivo está implícito diretamente no diálogo, também rotineiro: “- Cérebro, o que faremos amanhã à noite?” e a resposta é sempre: “- A mesma coisa que fazemos todas as noites, Pinky... Tentar conquistar o mundo!” (Pinky and the Brain, criação americana de Tom Ruegger e Steven Spielberg, exibida de 1995 a 1998).
E “O Grande Ditador”? (The Great Dictator – EUA, 1940, Direção e Roteiro de Charles Chaplin, que também interpreta duas personagens).
Poderia ficar citando aqui muitos outros exemplos de livros, filmes, histórias veladas, rituais secretos ou não e outras formas de exploração da informação, conhecimento e poder, em que tem sempre uma ou várias personagens pretendendo dominar o(s) mundo(s). Por quê esse desejo?
Na atualidade tenho visto também uma preocupação muito grande com a tal de “Nova Ordem Mundial”, muito citada entre os governantes; com os Iluminatis e suas conspirações; com os Papas Negros (Papa Negro é como é chamado o dirigente máximo da Companhia de Jesus – a ordem jesuíta, primeiro numa alusão à influência que exerce na sociedade (Papa) e depois numa alusão à cor de sua batina preta, em contrapartida à do Papa, que é branca); com o ano de 2012 e o final dos tempos, com o calendário maia, com o martinismo, com a maçonaria, etc, etc, etc...
Antes as sociedades ditas secretas segregavam as informações, talvez numa tentativa de proteger o conhecimento dos incautos, ou daqueles que poderiam fazer mau uso das informações. Mas hoje as informações circulam de forma indiscriminada pela internet. E pessoas – quaisquer pessoas – podem acessá-las indistintamente, e inclusive dar a interpretação que quiserem. (Ver o post anterior “Ler e entender”). Muitos nem sabem do que estão tratando, muito menos do poder que vem anexo à informação.
Vi diversos vídeos pela internet que foram produzidos por pessoas ditas inteligentes, mas que não tratam com responsabilidade assuntos muito controversos, e o que fazem mesmo é colocar os incautos em pânico e lançar dúvidas sobre suas crenças já intimamente consolidadas, abalando-as.
Então fico pensando: Como pode o alguém querer dominar o mundo se ele não consegue nem dominar-se a si mesmo? Não consegue controlar nem a sua célula familiar, nem a sua comunidade, quanto mais o mundo!
Cabe às lideranças formais prepararem seus correligionários para que façam melhor uso do conhecimento. Para evitar, na expressão figurada de Jesus Cristo, “lançar pérolas aos porcos” (Mateus, 7,6).
Curioso é saber que, após muita – mas muita mesmo – pesquisa, meditação e leitura, eu descobri que continuo sem saber – e muito menos entender – nada de nada! Como Sócrates: Só sei que nada sei!
Então recito aqui o meu credo permanente: Creio Senhor, mas aumentai minha fé.
Por associação de idéias, lembrei-me de “1984”, livro escrito por George Orwell em 1948. No livro, Orwell imagina uma sociedade futurista com controle centralizado, na qual o “Big brother is watching you” (O grande irmão está te observando).
Outra associação de idéias me levou à ”Revolução dos Bichos” (Animal Farm – George Orwell, 1945), em que o mesmo Orwell relata a história de uma revolução de bichos contra os humanos, liderada por um porco...
Em 1938, Orson Welles provocou uma confusão muito grande quando divulgou pela rádio CBS, em tom alarmista, a informação que a Terra estava sendo invadida por seres de outro planeta. Tratava-se de um dia das bruxas e Welles resolveu dramatizar, durante seu programa de rádio, uma adaptação da história de ficção científica “A Guerra dos Mundos” (The War of the Worlds, 1898, de Herbert George Wells).
Ainda sobre alarmismo, lembro-me que certo dia na minha infância, os meninos da minha rua ficaram preocupados com a notícia, saída não sei de onde, de que “O mundo vai acabar amanhã!”. Que coisa, hein! E ainda estamos aqui!
Lembro-me também do filme “Inimigo Meu” (Enemy Mine – EUA, 1985 – direção de Wolfgang Petersen). Aqui a história é sobre uma guerra futurista onde o vencedor dominaria os planetas Terra e Dracon.
E alguém se lembra da série em que dois camundongos de laboratório têm uma vida noturna mais animada do que suas labutas rotineiras pelas tardes e manhãs, e onde o objetivo está implícito diretamente no diálogo, também rotineiro: “- Cérebro, o que faremos amanhã à noite?” e a resposta é sempre: “- A mesma coisa que fazemos todas as noites, Pinky... Tentar conquistar o mundo!” (Pinky and the Brain, criação americana de Tom Ruegger e Steven Spielberg, exibida de 1995 a 1998).
E “O Grande Ditador”? (The Great Dictator – EUA, 1940, Direção e Roteiro de Charles Chaplin, que também interpreta duas personagens).
Poderia ficar citando aqui muitos outros exemplos de livros, filmes, histórias veladas, rituais secretos ou não e outras formas de exploração da informação, conhecimento e poder, em que tem sempre uma ou várias personagens pretendendo dominar o(s) mundo(s). Por quê esse desejo?
Na atualidade tenho visto também uma preocupação muito grande com a tal de “Nova Ordem Mundial”, muito citada entre os governantes; com os Iluminatis e suas conspirações; com os Papas Negros (Papa Negro é como é chamado o dirigente máximo da Companhia de Jesus – a ordem jesuíta, primeiro numa alusão à influência que exerce na sociedade (Papa) e depois numa alusão à cor de sua batina preta, em contrapartida à do Papa, que é branca); com o ano de 2012 e o final dos tempos, com o calendário maia, com o martinismo, com a maçonaria, etc, etc, etc...
Antes as sociedades ditas secretas segregavam as informações, talvez numa tentativa de proteger o conhecimento dos incautos, ou daqueles que poderiam fazer mau uso das informações. Mas hoje as informações circulam de forma indiscriminada pela internet. E pessoas – quaisquer pessoas – podem acessá-las indistintamente, e inclusive dar a interpretação que quiserem. (Ver o post anterior “Ler e entender”). Muitos nem sabem do que estão tratando, muito menos do poder que vem anexo à informação.
Vi diversos vídeos pela internet que foram produzidos por pessoas ditas inteligentes, mas que não tratam com responsabilidade assuntos muito controversos, e o que fazem mesmo é colocar os incautos em pânico e lançar dúvidas sobre suas crenças já intimamente consolidadas, abalando-as.
Então fico pensando: Como pode o alguém querer dominar o mundo se ele não consegue nem dominar-se a si mesmo? Não consegue controlar nem a sua célula familiar, nem a sua comunidade, quanto mais o mundo!
Cabe às lideranças formais prepararem seus correligionários para que façam melhor uso do conhecimento. Para evitar, na expressão figurada de Jesus Cristo, “lançar pérolas aos porcos” (Mateus, 7,6).
Curioso é saber que, após muita – mas muita mesmo – pesquisa, meditação e leitura, eu descobri que continuo sem saber – e muito menos entender – nada de nada! Como Sócrates: Só sei que nada sei!
Então recito aqui o meu credo permanente: Creio Senhor, mas aumentai minha fé.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Mal Necessário?
Dureza esse negócio de trocar de carro!
Quando não se tem tempo ou vocação para vender carros, então não se pode reclamar de ter que se submeter a um ”comerciante de veículos de confiança” – se é que existe algum!!!
Estranhamente, só nós é que não sabemos o valor do nosso carro. É como se atribuíssemos a ele um valor maior porque agregamos o coeficiente emocional. No entanto, se o negócio é uma necessidade, o que se há de fazer? Afinal, o automóvel é um objeto de consumo que precisa ser renovado periodicamente.
Lembro-me que certa vez fui a uma “feirinha” de automóveis que acontecia aos domingos perto de casa. Fui todo cheio de culpa por não oferecer um carro em melhor estado do que aquele que eu precisava vender. E chegando lá vi tantos carros piores do que o meu que até tive dúvidas se os seus donos iriam conseguir vender aquilo para alguém... Será que alguém compraria aquelas latas-velhas?
Cheio de cuidados, perguntei a um dos vendedores:
- Será que você vai encontrar alguém pra comprar o seu carro?
Ele me olhou com curiosidade e determinação, decretando:
- Tem comprador pra todo tipo de carro!
E ele tinha razão. Conseguiu vender um Corcel caindo aos pedaços e eu não consegui vender meu Fusquinha bonitinho...
Neste mês decidi trocar de carro. Obtive informações que não são do meu dia-a-dia. Tabela Fipe, mercado, anúncios na internet e tudo o mais. Tinha comprado meu carro por 43. Na época era o preço, um pouco acima, “devido ao bom estado de conservação”, segundo informou o vendedor. Nesse entretempo teve variações no mercado, mudanças nos modelos de veículos, uso do carro com o respectivo aumento da quilometragem, crise mundial, redução do IPI e tudo o mais. Consequências? Meu carro ficou valendo só 27. E pra comerciante aceitar em negócios, só 24. Onde isso iria parar?
Fui à busca. Perdi muito tempo, gastei muita gasolina, fiz viagens de inspeção e nada de achar o carro que eu queria...
Por fim encontrei um. Fiz propostas, fiz birra e tudo mais, reclamei de taxas, tarifas, briguei, com os números – que nunca batem - mas não adiantou nada: Acabei comprando assim mesmo! Afinal meu carro estava sub valorizado pelos diversos fatores já citados e o que eu encontrei e consegui comprar está um pouco mais caro, “devido ao bom estado de conservação”, segundo informou o vendedor...! Vejam só! Algumas coisas não mudaram!
Agora sossego mais alguns anos.
Quando não se tem tempo ou vocação para vender carros, então não se pode reclamar de ter que se submeter a um ”comerciante de veículos de confiança” – se é que existe algum!!!
Estranhamente, só nós é que não sabemos o valor do nosso carro. É como se atribuíssemos a ele um valor maior porque agregamos o coeficiente emocional. No entanto, se o negócio é uma necessidade, o que se há de fazer? Afinal, o automóvel é um objeto de consumo que precisa ser renovado periodicamente.
Lembro-me que certa vez fui a uma “feirinha” de automóveis que acontecia aos domingos perto de casa. Fui todo cheio de culpa por não oferecer um carro em melhor estado do que aquele que eu precisava vender. E chegando lá vi tantos carros piores do que o meu que até tive dúvidas se os seus donos iriam conseguir vender aquilo para alguém... Será que alguém compraria aquelas latas-velhas?
Cheio de cuidados, perguntei a um dos vendedores:
- Será que você vai encontrar alguém pra comprar o seu carro?
Ele me olhou com curiosidade e determinação, decretando:
- Tem comprador pra todo tipo de carro!
E ele tinha razão. Conseguiu vender um Corcel caindo aos pedaços e eu não consegui vender meu Fusquinha bonitinho...
Neste mês decidi trocar de carro. Obtive informações que não são do meu dia-a-dia. Tabela Fipe, mercado, anúncios na internet e tudo o mais. Tinha comprado meu carro por 43. Na época era o preço, um pouco acima, “devido ao bom estado de conservação”, segundo informou o vendedor. Nesse entretempo teve variações no mercado, mudanças nos modelos de veículos, uso do carro com o respectivo aumento da quilometragem, crise mundial, redução do IPI e tudo o mais. Consequências? Meu carro ficou valendo só 27. E pra comerciante aceitar em negócios, só 24. Onde isso iria parar?
Fui à busca. Perdi muito tempo, gastei muita gasolina, fiz viagens de inspeção e nada de achar o carro que eu queria...
Por fim encontrei um. Fiz propostas, fiz birra e tudo mais, reclamei de taxas, tarifas, briguei, com os números – que nunca batem - mas não adiantou nada: Acabei comprando assim mesmo! Afinal meu carro estava sub valorizado pelos diversos fatores já citados e o que eu encontrei e consegui comprar está um pouco mais caro, “devido ao bom estado de conservação”, segundo informou o vendedor...! Vejam só! Algumas coisas não mudaram!
Agora sossego mais alguns anos.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Um passeio pela mata e o aquário do meu neto.
Fiquei alguns dias sem passear pelo Parque Linear do Ribeirão das Pedras.
Ontem retomei o percurso e fui de casa até a rodovia D. Pedro. Notei que aqueles trechos que relatei anteriormente como passíveis de erosão já estão com esse processo bem adiantado, tornando perigoso o trânsito de pedestres e bicicletas.
Algumas árvores não resistiram e caíram, inclusive obstruindo parcialmente o caminho. Há buracos enormes que podem provocar mais deslizamentos. Tudo isso sem contar a falta de manutenção da trilha, que está sendo retomada pela mata.
Hoje, ao limpar o pequeno aquário do meu neto, resolvi trazer para os peixinhos um pouco da água da nascente do ribeirão. Resolvi também trazer uma plantinha parecida com agrião, que dá em brejos, e colocar um raminho no aquário.
Foi uma aventura e tanto o ato de procurar o tal raminho numa margem acessível do pequeno córrego. Fui de bicicleta até aquele lago artificial já relatado em outras intervenções e quase fiquei por lá mesmo, já que afundava um pouco a cada pedalada e depois a cada passo tentando voltar... Confesso que fiquei com um certo receio de cair no brejo.
Mas os peixinhos agradeceram.
Ontem retomei o percurso e fui de casa até a rodovia D. Pedro. Notei que aqueles trechos que relatei anteriormente como passíveis de erosão já estão com esse processo bem adiantado, tornando perigoso o trânsito de pedestres e bicicletas.
Algumas árvores não resistiram e caíram, inclusive obstruindo parcialmente o caminho. Há buracos enormes que podem provocar mais deslizamentos. Tudo isso sem contar a falta de manutenção da trilha, que está sendo retomada pela mata.
Hoje, ao limpar o pequeno aquário do meu neto, resolvi trazer para os peixinhos um pouco da água da nascente do ribeirão. Resolvi também trazer uma plantinha parecida com agrião, que dá em brejos, e colocar um raminho no aquário.
Foi uma aventura e tanto o ato de procurar o tal raminho numa margem acessível do pequeno córrego. Fui de bicicleta até aquele lago artificial já relatado em outras intervenções e quase fiquei por lá mesmo, já que afundava um pouco a cada pedalada e depois a cada passo tentando voltar... Confesso que fiquei com um certo receio de cair no brejo.
Mas os peixinhos agradeceram.
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