sexta-feira, 29 de abril de 2011

Cheques? Pra quê?

Hoje o Banco Central está divulgando novos regulamentos para cheques.

Estão tentando ressuscitar o morto! Ou então dar uma sobrevida para praquele instrumento – o cheque - que já está com os dois pés na cova!

Alguém se lembra da cara do tal de cheque?

Vejam para que serve o cheque, segundo os costumes atuais:

.Para conseguir empréstimos a módicos 12% am, mediante a troca de um montão de cheques-pré-datados por um pouquinho de dinheiro...

.Para pagamentos parcelados de produtos e serviços...

.Para cobrança de taxas pelos bancos para emissão dos talonários, para liquidação dos cheques, pela devolução, pela custódia dos pré-datados, para antecipação de recebíveis por instituição de crédito... (mediante taxas de serviços mais uns jurinhos, certo?)

Alguém viu aqui em cima “serve TAMBÉM para pagamento à vista”??

Eu me lembro da definição de cheque: É uma ordem de pagamento À VISTA.

Ou seja: pela lei, não existem cheques-pré-datados, cheques–garantia, cheques-caução...

Nos tempos do cheque, quem passava um tinha que ter fundos SIM! Hoje parece que não precisa mais!

Para crédito e geração de recursos existem outros instrumentos, como notas promissórias, duplicatas, etc.

Para pagamentos à vista, o melhor é promover o aperfeiçoamento dos meios eletrônicos, se for preciso mudando até as leis.

Epa, as leis! É claro que devem ser respeitadas, pois nada mais refletem que a vontade e os costumes de um povo.

Se eu fosse banqueiro gostaria que o cheque continuasse...

domingo, 17 de abril de 2011

Se arrependimento matasse...

Naqueles dias eu acompanhava um parente que passava por um período de recuperação pós-operatória. Foi quando encontrei Dona Giselda, uma senhora idosa que esbanjava alegria. Se ela não tivesse falado, eu nem teria notado que era amputada de um dos pés.

O curioso do registro é que ela mantinha certa mágoa com um filho. Afinal, “- Foi ele que autorizou” a equipe médica a promover a cirurgia reparadora que resultou na remoção da região atingida por uma trombose de recuperação impossível. Para ela, o filho é que era o culpado por ela estar hoje sem um dos pés...

Com jeitinho, expliquei a ela que a decisão que o filho tomara foi dolorida demais para ele. Com certeza, se ele tivesse outra opção, não teria autorizado a cirurgia. Ainda mais por ser o tipo de decisão que envolve diretamente a vida de outra pessoa.

Curiosamente, ela continuava fumando, mesmo após a amputação...

Numa outra ocasião eu discutia com o mesmo parente acima citado a respeito de nossas decisões no dia-a-dia. Por exemplo: se eu posso escolher entre ajudar alguém ou não ajudar, por quê não ajudar? Se posso escolher entre abandonar um mau hábito ou continuar com ele, por quê então continuar com ele?

Quando avaliamos a amplitude de cada decisão que tomamos, então fica mais fácil decidir. Se cada vez que escolhemos fumar um cigarro, beber uma cachaça ou ajudar um necessitado olhássemos lá na frente para ver as consequências resultantes desses atos, será então que manteríamos as mesmas escolhas?

Depoimento do meu parente:

“- Se arrependimento matasse...”

quinta-feira, 24 de março de 2011

Tragédias no Japão

Se alguém ainda duvida da capacidade de reação do povo japonês diante de adversidades, então é bom ver o exemplo citado nessa reportagem (copie e cole no seu browser)

http://extra.globo.com/noticias/mundo/japao-reconstroi-em-seis-dias-estrada-que-terremoto-destruiu-1393792.html

Vivêssemos nós experiência semelhante aqui nas nossas capitanias e seria bem possível que nesses mesmos seis dias não tivéssemos decidido nem pela colocação de uns cones para desviar o trânsito...

Dias atrás eu pensava sobre qual seria a melhor ajuda a ser dirigida para aquela região. Pensei na distância que nos separa de lá, na logística para fazer a ajuda chegar lá, no que as vítimas estariam de fato precisando e na própria e surpreendente capacidade de gestão da crise demonstrada pelas lideranças japonesas. Eles têm até previsão orçamentária para utilização nos eventos de catástrofes ambientais.

Sabem o que eu concluí?

Nós é que precisamos de ajuda!

Para eles nós podemos rezar para que consigam vencer seus medos, que continuem enxergando seus objetivos, que não fiquem sofrendo com auto-comiseração e que tenham disposição para continuar trabalhando na recuperação do seu país.

Para nós, o exemplo de sua determinação!

E que Deus nos ajude, dando-nos o frio de acordo com o nosso cobertor!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cubo Mágico 3x3x3 - Montagem

Acabo de elaborar um manual de montagem do cubo mágico 3x3x3.

Estou utilizando o SCRIBD e tentando pela primeira vez abrir um arquivo transferido para um servidor remoto. Vamos ver se deu certo?

Utilize o manual e veja se você também é capaz de montar o cubinho. Copie e cole o link abaixo direto no seu navegador.
Então aí vai:

http://www.scribd.com/doc/49749928/Montagem-Cubo-magico-3x3x3

Experimente e comente se quiser.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Duna & O Senhor dos Anéis

Há alguns anos – de 1984 a 1985 – li a obra de J. R. R. Tolkien (1892-1973). Na época não havia edição recente, por isso li em disputados exemplares de biblioteca, nas primeiras edições para Portugal. Isso tornou minha leitura um pouco mais difícil. Como se pode notar, foi bem antes do trabalho de Tolkien virar modismo entre nossos filhos e ter culminado com uma grande popularização, através de superproduções cinematográficas e jogos de RPG. Pode-se observar também que houve um período de maturação do trabalho antes que fosse popularizado.

Por outro lado, há outro trabalho que também gostaria de citar. Li toda a sequência com a mesma avidez com que li a de Tolkien. Trata-se da série Duna, de Frank Patrick Herbert (1920-1986), ficção científica que, se fosse lançada em nossos dias, ainda assim poder-se-ia considerar de vanguarda e futurista. Este trabalho também teve passagem pelo cinema e em séries de TV. No entanto, o período de “maturação” não teria sido suficiente e os resultados cinematográficos acabaram não agradando tanto o público quanto os de Tolkien. Sem contar que os efeitos cinematográficos evoluíram sobremaneira nos últimos anos.

Então espero que a obra de Herbert continue seu processo de maturação, que faça sucesso ao menos entre os nossos netos, que floresça e que dê novos frutos quando tiver chegado o momento.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Alfabeto

Alfa, Beta,...

O arquivo não tem mais gerente. Agora é apenas um conjunto de armários de aço em sequência, com pastas de processos, clientes e instruções de serviços.

Hora de procurar um dossiê: Maria Aparecida Pimenta da Silva. Cronometrando!

Letra M. Cadê o armário da letra M? Vamos ver: Maria. Começam as sugestões:

- O nome está abreviado?

- Veja se não está na pasta do marido dela!

Meia hora se passou e nada.

- Vai ver que está nas pendências! – alguém fala.

Um cliente observa e constata a dificuldade dos funcionários na manutenção e manuseio dos arquivos pela dependência. Na manhã seguinte traz um banner com o alfabeto completo, em letras bem grandes, e, com jeitinho, sugere ao atendente que fixe na parede:

A, B, C, D... X, Y, Z.

Era uma boa idéia. Por que não fixar?

À tarde, em retorno de uma visita, aparece o Administrador da dependência e observa o banner alfabético, que puxou e rasgou furioso:

- Por que alguém colocaria o alfabeto na parede?

Pouco depois, lá vem ele novamente, procurando um dossiê. Após muita busca, encontrou-o fora da ordem correta. Então não teve dúvida. Chamou o estagiário (justo ele, coitado!) e ordenou:

- Prepare um banner com o alfabeto e coloque-o naquela parede...

- Alfaoquê?

- ...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Primeiro Dia

O primeiro dia! - 01/02/2011

Movimento diferenciado no dia anterior. Dia de união. Foco no dia “D”, e na hora “H”. Tudo pronto, material adquirido e revisado diversas vezes. Não falta nada. É tudo torcida para o dia seguinte. Como será o primeiro dia?

E chega a hora. Filmes e fotos registram a partida. Muita emoção no ar. Todos pensando:

“-Qual será a reação? Será que vai chorar? Será que vai querer ficar lá? É tudo novidade!”

Ao toque da campainha, espera ansiosa. Daí vem a Carol. Rituais de despedida, de boas vindas, meu beijinho, seu beijinho e a expectativa geral:

“ – Vamos ver o que ele vai fazer...”

Ele simplesmente foi. Entrou como se já conhecesse todo mundo. Puxando sua mochilinha de lanches e a bolsa com os equipamentos. Ia para a primeira aula da sua vida e nem olhou para trás!

Retornamos. O pai, perplexo e com os olhos mareando:

“ – Ele nem me falou tchau!... ”

A mãe, toda orgulhosa. E os avós, experientes, só trocando olhares.

Combinamos retorno às 10 horas para o primeiro dia. Se ele quis voltar? Claro que não: Ficou até o fim da aula!