Fiz antes um registro sobre o Ribeirão das Pedras, que nasce perto de casa. Houve uma descontinuação no relato e por isso trago novidades. Continuo acompanhando o curso inicial do riacho e verifiquei o seguinte: aquela primeira ponte-que-não-era-ponte, citada no relato anterior, foi reformada. Houve uma grande movimentação de terra para adaptação do terreno à nova configuração do conjunto, mas o buraco que sobrou ainda é enorme. Antes de atravessar por baixo da rua, o riacho ainda não encontrou o caminho redesenhado pelo homem e insiste em não aceitar a mudança. Mas a água chega ao outro lado, passando ainda não vi por onde... À esquerda, logo após a tal ponte, a Sanasa havia construído uma estação elevatória de esgoto, que, mesmo estando bem pertinho, não faz parte do complexo.
Estamos na entrada da primavera. Ontem foi 21 de setembro – dia da árvore - e recebemos na praça da nascente do nosso riacho a visita de prefeitos e secretários de cidades da região. Eles fizeram o lançamento simbólico de uma campanha para o plantio de novas árvores para recomposição da mata ciliar no Ribeirão das Pedras. Na verdade trata-se de um projeto maior, que, através de um convênio entre a Petrobras-Replan (Refinaria de Paulínia), o Shopping D. Pedro e algumas prefeituras, prevê a recomposição das matas ciliares dos conjuntos hidrográficos que banham Campinas, Piracicaba, Jundiaí e mais algumas cidades da região.
Estiveram presentes alunos de duas escolas de Campinas para efetuar o plantio simbólico das árvores. Curiosamente, uma das escolas é o Colégio Rio Branco. No relato anterior, citei que nem todas as propriedades respeitavam o limite imposto pelo riacho para eventuais movimentos laterais. Essa escola é uma dessas propriedades: pelo que observei, seus muros já avançam sobre o riacho, no bairro de Barão Geraldo.
O evento foi registrado pela reportagem da Prefeitura de Campinas e pode ser consultado através do link:
http://www.campinas.sp.gov.br/noticias-integra.php?id=3387
Tenho acompanhado também, através de passeios de bicicleta com o meu neto, o trecho do riacho que segue até a região do Shopping D. Pedro. No relato anterior citei um incidente com um lago artificial; foram executados alguns serviços para sua recuperação. Confesso que não entendi muito a movimentação de terra e nem o resultado obtido. O serviço foi executado durante uma longa estiagem e a impressão inicial era que o objetivo era formar uma ou duas ilhas no lago. As máquinas foram retiradas e o serviço entregue (ou teria sido abandonado?).
Ontem, após uma estiagem de mais de 50 dias, choveu copiosamente no início da noite. As árvores recém plantadas na manhã pelas crianças, já tiveram sua primeira prova de resistência. Uma delas sucumbiu (mas já foi reerguida). O lago reformulado, optou por uma configuração natural mesmo: parece não ter gostado do serviço executado.
Hoje, em passeio de inspeção com o meu neto, verifiquei que a chuvarada limpou toda a região da mata que sofreu com queimadas durante a estiagem, provocou a continuação de diversas erosões já anteriormente iniciadas e mostrou como quer que fique o lago artificial: houve muita movimentação de terra e o assoreamento recomeçou. Vamos ver no que vai dar isso. Bom mesmo foi notar algumas garças margeando a região do lago, bem como muitos sapos saltitantes festejando a chegada da primavera.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Ler e entender
Quando me propus abrir este blog, meu diabinho particular falou assim:
- Deixa isso pra lá! Não vai dar certo! Quem é que vai ler isso?
Mas eu queria escrever assim mesmo, ainda que ninguém lesse. Era um desafio. Considero o ato de “escrever” um grande desafio. Veja por quê: Li centenas de livros. Aí às vezes encontro alguém que também leu um livro que eu li. Mas quando ele conta o que entendeu, nem parece que foi o mesmo livro:
- Será que estamos falando da mesma coisa?!...
Cada um tem uma experiência particular de leitura. Essa experiência tem influencia da bagagem adquirida anteriormente pelo leitor. Então, para um mesmo livro, diversas leituras...
Em janeiro de 2009 tomava posse o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama. Isso foi assunto pra muita notícia. Escolhi só o título de uma, da Agência de notícias AFP©, de Nova York, EUA, que dizia:
“Michelle Obama veste Isabel Toledo” – dois nomes unidos por um verbo.
Vamos às interpretações:
Isabel Toledo não sabe se vestir!
Isabel Toledo não pode se vestir sozinha! Deve ter algum problema...
Por que Isabel Toledo precisa da ajuda de Michelle Obama para se vestir?
Michelle Obama é a costureira (ou a camareira) da Isabel Toledo!
Quem é essa Michelle? Será parente da Isabel?
E por aí vai...
Viu só como é complicado? Cada um entende como quer, ou como é capaz de entender. Há também quem não saiba quem seja Michelle Obama...
Escrevi durante um período um livro de instruções sobre rotina de serviços para uma empresa na qual eu trabalhava. Tinha que escrever de tal forma que um empregado do sul entendesse e fizesse os mesmos procedimentos que um do nordeste ou do centro-oeste. O padrão de segurança exigia que não houvesse margem para dupla interpretação. Mas às vezes acontecia alguma coisa e o mesmo texto que indicava um procedimento servia para proteger o funcionário que leu e entendeu de uma maneira diferente...
E mais: pode ser que alguém leia este meu texto no meu blog e entenda tudo às avessas...
Em tempo:
Isabel Toledo é uma estilista americana de origem cubana, que desenhou o vestido da esposa do presidente para a festa da posse.
- Deixa isso pra lá! Não vai dar certo! Quem é que vai ler isso?
Mas eu queria escrever assim mesmo, ainda que ninguém lesse. Era um desafio. Considero o ato de “escrever” um grande desafio. Veja por quê: Li centenas de livros. Aí às vezes encontro alguém que também leu um livro que eu li. Mas quando ele conta o que entendeu, nem parece que foi o mesmo livro:
- Será que estamos falando da mesma coisa?!...
Cada um tem uma experiência particular de leitura. Essa experiência tem influencia da bagagem adquirida anteriormente pelo leitor. Então, para um mesmo livro, diversas leituras...
Em janeiro de 2009 tomava posse o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama. Isso foi assunto pra muita notícia. Escolhi só o título de uma, da Agência de notícias AFP©, de Nova York, EUA, que dizia:
“Michelle Obama veste Isabel Toledo” – dois nomes unidos por um verbo.
Vamos às interpretações:
Isabel Toledo não sabe se vestir!
Isabel Toledo não pode se vestir sozinha! Deve ter algum problema...
Por que Isabel Toledo precisa da ajuda de Michelle Obama para se vestir?
Michelle Obama é a costureira (ou a camareira) da Isabel Toledo!
Quem é essa Michelle? Será parente da Isabel?
E por aí vai...
Viu só como é complicado? Cada um entende como quer, ou como é capaz de entender. Há também quem não saiba quem seja Michelle Obama...
Escrevi durante um período um livro de instruções sobre rotina de serviços para uma empresa na qual eu trabalhava. Tinha que escrever de tal forma que um empregado do sul entendesse e fizesse os mesmos procedimentos que um do nordeste ou do centro-oeste. O padrão de segurança exigia que não houvesse margem para dupla interpretação. Mas às vezes acontecia alguma coisa e o mesmo texto que indicava um procedimento servia para proteger o funcionário que leu e entendeu de uma maneira diferente...
E mais: pode ser que alguém leia este meu texto no meu blog e entenda tudo às avessas...
Em tempo:
Isabel Toledo é uma estilista americana de origem cubana, que desenhou o vestido da esposa do presidente para a festa da posse.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Eleições 2010 - Terceira via
Vejam só:
Outubro de 2002 – Pesquisa Datafolha indicava que Lula (oposição) abria vantagem sobre Serra (candidato da situação) – 66% a 34%.
FHC ficou dois mandatos, elegeu um substituto, mas não o seu...
Agosto de 2010 – Pesquisa Ibobe indica que Dilma (candidata da situação) abre vantagem sobre Serra (hoje candidato de oposição). A mesma pesquisa indica que Lula poderia eleger seu substituto já em primeiro turno, com 51% a 38% dos votos válidos, se a eleição fosse agora.
Lula também ficou dois mandatos.
Quando olhamos os dados acima, temos a impressão que já está tudo encaminhado, com Lula elegendo Dilma em primeiro turno.
Será que as urnas vão confirmar essa impressão? Onde está o diferencial que provoca essa impressão? Seria a condução e a habilidade políticas de Lula? Seria uma falha na condução política das oposições? E onde estão os outros partidos? Será que nenhum outro poderia encabeçar uma chapa que representasse melhor os desejos da oposição?
O PT teve e tem divergências internas, mas parece estar unido em torno de Lula. Por outro lado, os partidos de oposição têm os seus motivos. Alguns são fisiológicos. Outros não querem ter a vocação para liderar uma chapa que represente melhor as propostas da oposição. Outros deixam transparecer vaidades internas e rachas que impedem a formação de uma chapa mais representativa.
Considerando que desta vez tem uma candidata da 3ª via com 8% a 10% do eleitorado, então por quê ninguém pensou em Aécio Presidente com Marina Vice? Ou então Marina Presidente com Serra Vice? Ou mesmo vice versa??
É. Parece que vai dar PT mesmo.
Democracia tem cada coisa!
Outubro de 2002 – Pesquisa Datafolha indicava que Lula (oposição) abria vantagem sobre Serra (candidato da situação) – 66% a 34%.
FHC ficou dois mandatos, elegeu um substituto, mas não o seu...
Agosto de 2010 – Pesquisa Ibobe indica que Dilma (candidata da situação) abre vantagem sobre Serra (hoje candidato de oposição). A mesma pesquisa indica que Lula poderia eleger seu substituto já em primeiro turno, com 51% a 38% dos votos válidos, se a eleição fosse agora.
Lula também ficou dois mandatos.
Quando olhamos os dados acima, temos a impressão que já está tudo encaminhado, com Lula elegendo Dilma em primeiro turno.
Será que as urnas vão confirmar essa impressão? Onde está o diferencial que provoca essa impressão? Seria a condução e a habilidade políticas de Lula? Seria uma falha na condução política das oposições? E onde estão os outros partidos? Será que nenhum outro poderia encabeçar uma chapa que representasse melhor os desejos da oposição?
O PT teve e tem divergências internas, mas parece estar unido em torno de Lula. Por outro lado, os partidos de oposição têm os seus motivos. Alguns são fisiológicos. Outros não querem ter a vocação para liderar uma chapa que represente melhor as propostas da oposição. Outros deixam transparecer vaidades internas e rachas que impedem a formação de uma chapa mais representativa.
Considerando que desta vez tem uma candidata da 3ª via com 8% a 10% do eleitorado, então por quê ninguém pensou em Aécio Presidente com Marina Vice? Ou então Marina Presidente com Serra Vice? Ou mesmo vice versa??
É. Parece que vai dar PT mesmo.
Democracia tem cada coisa!
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Aposentadoria
João precisava decidir-se sobre a aposentadoria e andava curioso sobre como seria essa passagem. Por isso ligou para um colega que já usufruía dessa regalia há alguns meses. O colega resumiu:
- Eu nem sei que dia é hoje!
Poucas vezes alguém conseguiu fazer uma declaração tão cheia de significado com tão poucas palavras! E João percebeu assim a liberdade que o colega estava desfrutando: estava livre das segundas-feiras, dos compromissos das quintas, das reuniões de trabalho, das viagens a serviço, das prestações de contas...
Nos primeiros dias, João também passou pela mesma experiência. E hoje já percebe que os compromissos continuam existindo, alguns mais urgentes, outros menos. Mas nenhum pra ontem!
Todo tempo do mundo só pra ajudar.
Ajudar é o verbo de João.
- Eu nem sei que dia é hoje!
Poucas vezes alguém conseguiu fazer uma declaração tão cheia de significado com tão poucas palavras! E João percebeu assim a liberdade que o colega estava desfrutando: estava livre das segundas-feiras, dos compromissos das quintas, das reuniões de trabalho, das viagens a serviço, das prestações de contas...
Nos primeiros dias, João também passou pela mesma experiência. E hoje já percebe que os compromissos continuam existindo, alguns mais urgentes, outros menos. Mas nenhum pra ontem!
Todo tempo do mundo só pra ajudar.
Ajudar é o verbo de João.
Sobre a ajuda
- Se tivesse alguém pra trazer a televisão lá de baixo e trocar por esta que já não funciona mais...
Não precisou ouvir duas vezes. João saiu atropelando o tio, subiu e desceu as escadas, trocou rapidamente as TVs e, ao ligá-las, observou que as duas funcionavam perfeitamente. Intrigado, perguntou:
- Qual era mesmo o defeito da televisão, tia?
- Não aparecia a imagem.
João efetuou os ajustes na antena e deixou tudo funcionando direitinho. Faltava somente o controle remoto.
- Cadê o controle?
As pilhas tinham acabado. Era necessário substituí-las.
- Tio, o senhor tem pilhas novas?
- Tenho. Vou procurar. – Então, demonstrando muita habilidade, ele desceu as escadas, tateou tudo na prateleira e disse, por fim, que não tinha pilhas daquele tamanho.
João resolveu conferir:
- Onde é mesmo que o senhor guarda as pilhas?
- Na prateleira, sob a escada.
João verificou que havia pilhas suficientes para trocar oito vezes o conjunto do controle! Então substituiu as pilhas velhas por outras novas e tudo ficou muito bem.
Tia Maria, acamada há meses, e tio João, nocauteado pelo glaucoma, moram sozinhos e ficaram muito agradecidos pela ajuda.
Às vezes, gestos tão simples que achamos insignificantes são de muita valia para quem vive realidades diferentes, como no caso relatado acima
Não precisou ouvir duas vezes. João saiu atropelando o tio, subiu e desceu as escadas, trocou rapidamente as TVs e, ao ligá-las, observou que as duas funcionavam perfeitamente. Intrigado, perguntou:
- Qual era mesmo o defeito da televisão, tia?
- Não aparecia a imagem.
João efetuou os ajustes na antena e deixou tudo funcionando direitinho. Faltava somente o controle remoto.
- Cadê o controle?
As pilhas tinham acabado. Era necessário substituí-las.
- Tio, o senhor tem pilhas novas?
- Tenho. Vou procurar. – Então, demonstrando muita habilidade, ele desceu as escadas, tateou tudo na prateleira e disse, por fim, que não tinha pilhas daquele tamanho.
João resolveu conferir:
- Onde é mesmo que o senhor guarda as pilhas?
- Na prateleira, sob a escada.
João verificou que havia pilhas suficientes para trocar oito vezes o conjunto do controle! Então substituiu as pilhas velhas por outras novas e tudo ficou muito bem.
Tia Maria, acamada há meses, e tio João, nocauteado pelo glaucoma, moram sozinhos e ficaram muito agradecidos pela ajuda.
Às vezes, gestos tão simples que achamos insignificantes são de muita valia para quem vive realidades diferentes, como no caso relatado acima
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Super poderes
Primeiro uma consulta com ortopedista. Exames indicaram uma moderada escoliose dorso lombar, cujo tratamento incluiu um colete de aço e uma palmilha de meio centímetro para acertar o comprimento da perna esquerda.
Mas a escoliose continuou lá, acentuada como nunca. Parece até que houve um deslocamento lateral a partir dos ossos do quadril.
Depois foi uma série de pneumotórax que levou-lhe um quinto do pulmão maior. Por isso, João reclama que todo oxigênio do mundo ainda é pouco para ele...
Tem também um coraçãozinho preguiçoso que insiste em bater redondinho 41 vezes por minuto. Já foram pesquisados motivos, mas nada de motivos. Nem Chagas, nem problemas com a condução elétrica, nada de taquicardias. Pressão a 100 x 60.
- Você tem coração de atleta - disse o Doutor.
João desconfiou do elogio. Seria um elogio mesmo? Pesquisando, verificou que corações de atletas pulsam mais devagar, pois vivem economizando para quando precisarem bater mais.
- Talvez eu seja um mutante! – pensou ele então. E continou: - Imagine se me aparece o Volverine e pergunta:
- Qual é o seu poder?
Daí João explicaria: Vontade de ferro, nada de medo, clareza só o suficiente. E a ajuda de Deus, é claro.
Simples assim.
Mas a escoliose continuou lá, acentuada como nunca. Parece até que houve um deslocamento lateral a partir dos ossos do quadril.
Depois foi uma série de pneumotórax que levou-lhe um quinto do pulmão maior. Por isso, João reclama que todo oxigênio do mundo ainda é pouco para ele...
Tem também um coraçãozinho preguiçoso que insiste em bater redondinho 41 vezes por minuto. Já foram pesquisados motivos, mas nada de motivos. Nem Chagas, nem problemas com a condução elétrica, nada de taquicardias. Pressão a 100 x 60.
- Você tem coração de atleta - disse o Doutor.
João desconfiou do elogio. Seria um elogio mesmo? Pesquisando, verificou que corações de atletas pulsam mais devagar, pois vivem economizando para quando precisarem bater mais.
- Talvez eu seja um mutante! – pensou ele então. E continou: - Imagine se me aparece o Volverine e pergunta:
- Qual é o seu poder?
Daí João explicaria: Vontade de ferro, nada de medo, clareza só o suficiente. E a ajuda de Deus, é claro.
Simples assim.
terça-feira, 29 de junho de 2010
São Silvestre
Houve uma época em que eu trabalhava de madrugada. A empresa era na Chácara Santo Antônio e quase sempre eu ia de bicicleta. Eram quinze quilômetros de boas pedaladas.
Certa manhã, quando retornava do trabalho, um ladrão roubou minha bicicleta.
Dali pra frente, adquiri o hábito de correr a pé mesmo. Quando dava tempo, lá estava eu, pelas ruas e avenidas da cidade, correndo sem maiores preocupações. Foi assim que aprendi a gostar de corridas de rua.
Algum tempo depois, um amigo me convidou para participar da corrida de São Silvestre.
- Não dá! – retruquei. - É muito longa essa corrida!
- Você consegue! Vamos fazer a inscrição!
Então eu fui. E o dia da corrida foi dia de festa. Não precisava vencer: a meta era só correr até o final. Foi quando alguém gritou:
- Começou!
Tumulto geral. A multidão era muito grande: muita gente correndo e se atropelando; muita gente só observando! Para começar de fato levamos quase dez minutos. Mas antes mesmo que passássemos pela Av. Ipiranga, meu amigo reclamou de dores no joelho:
- Não vou conseguir. Você segue sozinho!
- Claro que não vou – eu falei – Começamos juntos, vamos continuar juntos!
E fomos assim mesmo, muitas vezes ele apoiado no meu ombro.
Paramos muitas vezes: água, gelol, faixas e massagens; e assim fomos até a linha de chegada, arrastando quase duas longas horas.
No dia a dia, aprendi que corredores são muito solidários.
Deus nos ajude!
Certa manhã, quando retornava do trabalho, um ladrão roubou minha bicicleta.
Dali pra frente, adquiri o hábito de correr a pé mesmo. Quando dava tempo, lá estava eu, pelas ruas e avenidas da cidade, correndo sem maiores preocupações. Foi assim que aprendi a gostar de corridas de rua.
Algum tempo depois, um amigo me convidou para participar da corrida de São Silvestre.
- Não dá! – retruquei. - É muito longa essa corrida!
- Você consegue! Vamos fazer a inscrição!
Então eu fui. E o dia da corrida foi dia de festa. Não precisava vencer: a meta era só correr até o final. Foi quando alguém gritou:
- Começou!
Tumulto geral. A multidão era muito grande: muita gente correndo e se atropelando; muita gente só observando! Para começar de fato levamos quase dez minutos. Mas antes mesmo que passássemos pela Av. Ipiranga, meu amigo reclamou de dores no joelho:
- Não vou conseguir. Você segue sozinho!
- Claro que não vou – eu falei – Começamos juntos, vamos continuar juntos!
E fomos assim mesmo, muitas vezes ele apoiado no meu ombro.
Paramos muitas vezes: água, gelol, faixas e massagens; e assim fomos até a linha de chegada, arrastando quase duas longas horas.
No dia a dia, aprendi que corredores são muito solidários.
Deus nos ajude!
Assinar:
Postagens (Atom)